
Gerir bem os próprios talentos é um dom do Espírito Santo e uma condição fundamental para a sua realização.
Podemos dizer que o sucesso ou o fracasso de uma realização pessoal depende da consciência dos próprios talentos e do modo como orientou as suas possibilidades de realização.
Eis alguns ensinamentos sugestivos de Jesus a este propósito:
“Felizes os servos que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes” (Mt 12, 37).
Ou então: “Estai atentos e vigiai, pois não sabeis quando será o momento (...).
Vigiai, pois não sabeis quando o senhor da casa voltará: à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo, ou de manhã.
Vigiai para que o Senhor, ao chegar de repente, não vos encontre a dormir. O que vos digo a todos é que vigeis (Mc 13, 33-37).
O aproveitamento de uma oportunidade que Deus nos concede pode proporcionar-nos um salto de qualidade ou bloquear o feixe das nossas possibilidades e talentos.
É um erro desprezar as pequenas oportunidades, pensando que só devemos ligar aos grandes momentos.
Cruzar os braços à espera de grandes oportunidades pode significar o malogro da própria vida.
Por vezes as grandes oportunidades surgem apenas após uma cadeia de fidelidades às pequenas oportunidades.
A pessoa que procura dar o melhor nas situações comuns acaba por encontrar sempre oportunidades de excepção.
É sinal de grande sabedoria saber dar o melhor com os meios que temos e as circunstâncias em que nos encontramos.
Por outras palavras, não anulemos projectos de vida só porque não aparecem situações extraordinárias.

Calmeiro Matias
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