
Deus não nos criou para o vazio da morte nem nos talhou para o desespero da solidão.
Na verdade, a Santíssima Trindade é uma Família de coração aberto.
Ao criar-nos à sua imagem e semelhança, estava a pensarem fazer de nós membros da sua comunhão familiar.
Isto quer dizer que o sonho de Deus para nós foi a comunhão, não a solidão. É por esta razão que no Reino de Deus as pessoas humanas são mediação de felicidade e plenitude para os irmãos.
De facto, a plenitude da pessoa não está em si mas no face a face do encontro comunitário. Por isso, na Comunhão Universal da Família de Deus as pessoas são mediações de plenitude para as outras, facilitando o encontro destas consigo e possibilitando a comunhão universal.
Na comunhão do Reino de Deus ninguém está a mais, pois cada pessoa, por ser única, original e irrepetível, traz novidade e colorido à Festa Universal da Comunhão.
Na verdade, se alguma pessoa se exclui da comunhão Familiar de Deus empobrece a diversidade e a riqueza do património universal da comunhão.
Nesta festa da Vida Eterna, as pessoas humanas, tal como as divinas, encontram-se em coordenadas de universalidade, isto é, equidistantes a tudo e a todos.
É por esta razão que as aspirações das pessoas que fazem parte dessa comunhão universal têm realização imediata.
Calmeiro matias
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