quarta-feira, 13 de maio de 2009

VISLUMBRANDO A NOVA HUMANIDADE-II

II-O CANTO DO POETA

És o Homem em construção. Emerges de modo único em cada pessoa e converges para uma comunhão orgânica cuja plenitude se encontra em Deus.

És o verso central do poema magnífico da criação. Realizas-te como um rosto com duas faces: masculinidade e feminilidade.

À medida que uma pessoa cresce, tu brotas como expressão nova de liberdade, consciência e responsabilidade.

És imagem perfeita de Deus. Levas contigo as impressões digitais do Criador! Surges como expressão de um desejo expresso do Deus que te criou.

Quando surgiste já havia muitos seres vivos a pulular nesta terra bonita e fecunda. Mas ainda não existia um ser com interioridade pessoal capaz de comungar com as pessoas divinas.

Já havia na natureza muitos balidos, guinchos, uivos, grunhidos e outros sons. Mas não havia ninguém capaz de amar e fazer poesia.

Foi então que Deus parou a marcha da criação para pensar no Homem à sua imagem. A Divindade é pessoas e a Humanidade também. E assim começa a História da Criação que vai culminar na plenitude da Salvação.

A criança é uma pessoa iniciada, mas longe de estar realizada. O jovem ainda não teve tempo para chegar longe na sua construção.

Nem mesmo o adulto se pode arrogar o título de Homem plenamente acabado. Enquanto estiver em emergência histórica, a Humanidade é pessoas em construção.

Mas já pertences à cúpula personalizada do Universo! Por ser constituída por pessoas, já pertence à esfera da transcendência:

Transcendes o Universo que não é uma pessoa. Por ser pessoas, é proporcional ao próprio Deus que é uma comunhão amorosa de três pessoas.

Desde o homem primordial até aos nossos dias é a única Humanidade a acontecer. Emerge como novidade em cada pessoa.

Apesar de ser única, original e irrepetível, a pessoa só pode encontrar-se de modo feliz e perfeito dentro do entretecido comunitário.

Com efeito, para as pessoas que se excluem da comunhão, apenas existe a perdição. Isto quer dizer que a pessoa que se enrosca em si própria, fica sem horizontes de plenitude.

Quem não facilita a sua génese não se ama nem está em sintonia com a acção do Deus Criador.

Humanidade:
A tua cúpula é Jesus de Nazaré, o fruto mais amadurecido da Humanidade e o ponto de encontro e interacção do Humano com o Divino.

Humanidade: És um poema que ainda não foi inteiramente declamado. Tu és a menina dos olhos de Deus!

Em comunhão Convosco
Calmeiro Matias

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