Não pode haver crescimento na fé sem uma caminhada de aprofundamento da Palavra de Deus.
A revelação é um dom que Deus nos oferece e a pessoa vai acolhendo de modo gradual e progressivo.
A caminhada de aprofundamento da fé não é uma questão de mera investigação. O crescimento da Fé pressupõe uma caminhada comunitária alimentada pela Palavra de Deus, pela oração e pela abertura ao Espírito Santo que habita em nós.
Quanto mais o crente aprofunda os conteúdos da revelação, mais o rosto de Deus se vai tornando claro para si.
O padrão para o crente confrontar a sua compreensão do mistério de Deus e do Homem é Jesus Cristo.
À luz da fé cristã, o Universo é um projecto sonhado, dialogado e posto em marcha por um Deus que é uma comunidade familiar.
Graças à luz da revelação, o cristão sabe que o amor está primeiro. A bíblia fornece-nos os pilares fundamentais para compreendermos o mistério de Deus e do Homem.
Por outras palavras, as Sagradas Escrituras são o fundamento e a mediação básica para o Espírito Santo actualizar a revelação no dia-a-dia da nossa vida.
À luz da revelação, a génese do Cosmos é precedida de um diálogo interpessoal de uma família de três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
A revelação de Deus não nos permite adoptar uma postura parecida com a dos dualistas gregos para quem havia uma realidade espiritual boa e uma realidade material má.
Eis o que dizem os actos dos Apóstolos a este propósito: “ O Deus que criou o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do Céu e da Terra.
Ele não habita em santuários feitos pela mão dos homens como se precisasse de alguma coisa, ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais.
Este Deus criou o género humano a partir de um só homem, a fim de este habitar e encher a face da terra.
Fixou a sequência dos tempos e os limites para a sua habitação, a fim de que os homens procurem a Deus, esforçando-se por encontrá-lo.
Este Deus está perto de todos nós, pois é nele que vivemos, nos movemos e existimos (…).
E nós mesmos já somos da raça de Deus, pelo que não devemos pensar que a Divindade é semelhante às esculturas de ouro, de prata ou de pedra trabalhadas pela arte dos escultores. (Act 17, 24-29).
Calmeiro Matias
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