II-QUANDO A RIQUEZA GERA POBREZA
Por ser amor, Deus não manda ninguém para a morte eterna. Por este ponto de vista, os ricos podem estar tranquilos.
Mas é importante dizer aos ricos que se recusam a entrar numa dinâmica de comunhão fraterna com os pobres, partilhando as suas riquezas que estão a impedir a sua entrada na plenitude da vida.
Por outras palavras, Deus não condena ninguém, mas as pessoas que vão para a morte eterna condenam-se por sua própria decisão.
Os ricos que se vão enroscando progressivamente nas suas riquezas estão a impedir o processo da sua própria humanização, bloqueando as possibilidades de comunhão.
Não podemos ignorar o facto de que a pessoa faz-se, fazendo. Além disso, é na história que está a construir a sua identidade pessoal-espiritual, a única que é eterna.
Podemos dizer que, no Céu, a pessoa humana dançará eternamente o ritmo do amor com o ritmo que treinou na história.
Para bem dos ricos não podemos deixar de os avisar que a recusa em partilhar os seus bens com os pobres é um pecado.
Ora, o pecado tem consequências pessoais e consequências sociais e históricas.
As consequências pessoais do pecado consistem em que a pessoa vai bloqueando progressivamente o próprio processo da sua humanização.
As consequências sociais e históricas são as estruturas injustas e opressoras que os ricos vão criando, a fim de aumentar o seu poder de enriquecer através do empobrecimento progressivo dos fracos e desprotegidos.
É a lei da selva ao nível da Humanidade: o mais forte, mata, explora e oprime o mais fraco.
É esta a dinâmica da desumanização dos ricos, os quais estão impedindo o desenvolvimento e humanização dos pobres.
Os evangelhos são muito duros em relação aos ricos que se fecham à dinâmica da partilha, o único caminho capaz de gerar abundância.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias
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