Não sabemos se o Jesus histórico se apelidou alguma vez de Filho do Homem. Na verdade este título só tem o seu pleno significado após a ressurreição de Jesus.
Mas podemos dizer que no caso de o Jesus histórico se ter designado a si mesmo como Filho do Homem, ele estava a fazer referência ao seu poder messiânico após a sua ressurreição.
Entre os títulos atribuídos pelo Novo Testamento a Jesus, o mais usado é o “Filho do Homem”.
Aparece nos evangelhos mais de oitocentas vezes! O título Filho de Deus é capaz de aparecer umas trezentas vezes.
O título Filho do Homem ganha peso sobretudo após a Páscoa, pois é o que melhor se adapta para dizer que Jesus é Messias entronizado no Céu.
Eis o que diz a Carta aos Romanos: “Acerca do Filho de Deus, nascido da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus (rei entronizado) em todo o seu poder, pelo Espírito Santo, no momento da sua ressurreição de entre os mortos” (Rm 1, 3-5).
Deus ressuscitou-o e entronizou-o no Céu, diz o Livro dos Actos dos Apóstolos (Act 2, 22-24).
Jesus foi investido no seu poder real na presença de Deus, tal como anunciou o profeta Daniel (cf. Dan 7, 14).
Calmeiro Matias
Sem comentários:
Enviar um comentário